USP
Universidade de São Paulo

Yvonne Mascarenhas é agraciada com Prêmio Rheinboldt-Hauptmann

Yvonne Mascarenhas é agraciada com Prêmio Rheinboldt-Hauptmann

O prêmio foi criado em 1987 e homenageia pesquisadores que se destaquem pela excelência de seu trabalho científico e acadêmico

A professora do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), Yvonne Primerano Mascarenhas, foi homenageada com o Prêmio Rheinboldt-Hauptmann, concedido pelo Instituto de Química (IQ) da USP. A cerimônia de premiação foi realizada no dia 4 de novembro, na Sala do Conselho Universitário, no prédio da Reitoria, em São Paulo.

O Prêmio Rheinboldt-Hauptmann foi criado em 1987 e homenageia pesquisadores que se destaquem pela excelência de seu trabalho científico e acadêmico. Os professores alemães Heinrich Rheinboldt e Heinrich Hauptmann, que dão nome ao prêmio, foram fundadores do Departamento de Química da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e tiveram papel importante na nucleação do atual Instituto de Química da Universidade. Em 2018, a agraciada foi a professora do IQ, Ohara Augusto (clique aqui e acesse a lista completa de contemplados ao longo dos anos).

Yvonne é uma das mais importantes pesquisadoras brasileiras na área de cristalografia de raio X, técnica que consiste em fazer passar um feixe de raios X, forma de radiação eletromagnética, através de um cristal da substância sujeita ao estudo, e é usada, por exemplo, para determinar como uma droga farmacêutica interage com o alvo de proteínas e que mudanças podem melhorá-lo. Como explica a professora, “conhecendo-se a estrutura molecular de enzimas que regulam as vias metabólicas em organismos causadores de doenças, podem-se propor inibidores de sua ação catalítica, de modo a bloquear seu desenvolvimento em outros seres vivos”.

Foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira acadêmica no Departamento de Física da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), em 1956, onde, junto com seu marido Sérgio Mascarenhas, iniciou as atividades em cristalografia. É uma das pioneiras da fundação do então Instituto de Química e Física de São Carlos em 1971 e, em 1994, tornou-se a primeira diretora do então recém-formado IFSC.