USP
Universidade de São Paulo

Déborah Schechtman

Professor Associado - Departamento de Bioquímica
3091-1765 
 deborah@iq.usp.br

 A sinalização celular é a resposta adaptativa da célula a um estímulo extracelular. A transdução do sinal extracelular para o interior da célula e a resposta final a esse sinal, que pode ir desde a produção ou degradação de uma proteína até a morte celular programada ou divisão celular, ocorrem principalmente via interações proteína-proteína e reações de fosforilação e desfosforilação desencadeadas, respectivamente, pelas quinases e fosfatases. A fosforilação de proteínas é a transferência do grupo fosforila do ATP para aminoácidos específicos, sendo normalmente em eucariotos, para serinas, treoninas e tirosinas. A desfosforilação é a remoção do grupo fosforila destes aminoácidos. Estas reações são chaves nas células e fazem parte tanto de processos fisiológicos quanto patológicos.

Em diversas patologias e principalmente no câncer as quinases frequentemente apresentam atividade aumentada/alterada, tornando-as bons alvos terapêuticos. De fato, as empresas farmacêuticas têm dedicado vários esforços para encontrar novos moduladores específicos das diferentes quinases, o que tem sido uma tarefa extremamente difícil devido à conservação destas enzimas, o que limita a especificidade de ação destes moduladores.

O grande interesse do laboratório é entender como ocorre a transdução de sinais que levam a auto-renovação e diferenciação de células tronco embrionárias (CTE) bem como as vias de sinalização responsáveis pelo um aumento na proliferação e formação de metástases das células tumorais e os microambientes criados durate estes processos. O que mantém uma célula proliferando com a capacidade de se diferenciar e o que a faz se diferenciar? Para elucidar estas questões começamos a desvendar o papel de uma família de proteína quinases, as Proteína quinases c (PKC) e como elas interagem com os seus diferentes substratos. Para tanto utilizamos técnicas fosfoproteômica acoplada a moduladores específicos e modificações genéticas das diferentes isoenzimas das PKCs. Caracterizamos interações substrato-quinase e desenvolvemos novas ferramentas para se estudar essas quinases, como por exemplo, anticorpos conformacionais que reconhecem especificamente as cPKCs ativas. 

Publicações recentes do laboratório

  1. “Revisiting protein kinase–substrate interactions: Toward therapeutic development” Oliveira PS, Ferraz FAN, Pena DA, Pramio DT, Morais FA & Deborah Schechtman. Sci, Signal. 22 Mar, 2016 Re3
  2. Rational design and validation of an anti-protein kinase C active-state specific antibody based on conformational changes.” Pena DA, Andrade VP, Silva GÁ, Neves JI, Oliveira PS, Alves MJ, Devi LA & Schechtman D. Sci Rep. 2016 Feb 25;6:22114.
  3.  “Protein folding creates structure-based, noncontiguous consensus phosphorylation motifs recognized by kinases”.Duarte ML, Pena DA, Nunes Ferraz FA, Berti DA, Paschoal Sobreira TJ, Costa-Junior HM, Abdel Baqui MM, Disatnik MH, Xavier-Neto J, Lopes de Oliveira OS & Schechtman D. Sci Signal. 2014 Nov 4;7(350):ra105.
  4. Activation of protein kinase C delta by ψδRACK peptide promotes embryonic stem cell proliferation through ERK 1/2. Garavello NM, Pena DA, Bonatto JM, Duarte ML, Costa-Junior HM, Schumacher RI, Forti FL & Schechtman D. J Proteomics. 2013 Dec 6;94:497-512.
  5. Phosphoproteomics profiling suggests a role for nuclear βΙPKC in transcription processes of undifferentiated murine embryonic stem cells. Costa-Junior HM, Garavello NM, Duarte ML, Berti DA, Glaser T, de Andrade A, Labate CA, Ferreira AT, Perales JE, Xavier-Neto J, Krieger JE, Schechtman D. J Proteome Res. 2010 Dec 3;9(12):6191-206.
  6. Specific modulation of protein kinase activity via small peptides.Costa-Junior HM, Suetsugu MJ, Krieger JE & Schechtman D. Regul Pept. 2009 Feb 25;153(1-3):11-8. doi: 10.1016/j.regpep.2008.12.002. Epub 2008 Dec 16. Review.